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Sentir a Murtosa
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Ver e Conhecer
- Arte Xávega
Arte Xávega
A primeira pesca a existir na povoação foi a da “Arte Xávega”, com barcos saveiros, tipo meia-lua. A Arte Xávega era por vezes muito comprida e puxada para terra por diversos pescadores. Era um tipo de pesca artesanal, mas que consistia no único meio de subsistência para os habitantes da povoação.
O barco próprio da Xávega, característico da Murtosa, tinha cerca de 4,60m de comprimento, cerca de 2,35m de boca e cerca de 0,75m de pontal. A morfologia deste barco está ajustada às condições marítimas locais, em que as operações de entrada e de saída do mar são particularmente críticas. Os calafates conceberam o barco da Xávega de forma a adequá-lo às características da Murtosa, em particular no que toca à proa e à ré: para além do seu fundo chato, tinha uma proa muito levantada e aguçada para cortar as ondas e uma ré ou popa "cortada" para aproveitar a vaga no encalhe e para permitir lançar prestamente as redes ao mar.
A embarcação vai para o mar, é lançada a rede em círculo, iniciando-se o processo de arrasto, após o regresso à praia, amarrando os cabos de alagem a uma junta de bois, para que estes comecem a puxar as redes.
O barco sofreu diversas transformações ao longo da sua história. Hoje, continuam a ser construídos em estaleiros junto à Ria de Aveiro, podendo o barco contemporâneo levar entre 8 a 12 homens. Pescam diariamente e sazonalmente, entre os meses de Março e Outubro.
Nos dias de hoje ainda se pode observar este tipo de pesca nas nossas praias, sendo que, na atualidade, as redes são puxadas por tratores em vez de bois.




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Marco Paulo da Costa Silva - (Construção Naval; Pesca)

Marco Paulo da Costa Silva - (Construção Naval; Pesca)
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